C2Ø - Construction to Zero

Medidas de Descarbonização

A construção e as indústrias associadas dependem fortemente de matérias-primas e processos com alto consumo de energia em toda a sua cadeia de valor.

Eixos de Descarbonização

A fileira da construção e atividades industriais associadas apresentam uma elevada dependência de matérias-primas e processos energeticamente intensos, ao longo da sua cadeia de valor, desde a produção de materiais, à construção em si e à respetiva operação, até ao seu fim de vida.

Ciclo de
Vida

Com base nas características e ciclos de vida do setor, definiram-se de forma preliminar 5 eixos de descarbonização que servirão de base às Estratégias de Descarbonização do Roteiro C2Ø, transversais a todos os setores. 

Energias Renováveis e Combustíveis Alternativos

01

Eficiência
Energética

02

Recurso/Incorporação de materiais alternativos

03

Indústria 4.0/Digitalização

04

Novos métodos construtivos

05

O desenvolvimento do projeto resultou na atualização dos eixos de descarbonização, refletindo a agora aplicabilidade das medidas de descarbonização propostas para cada um dos setores do Roteiro, como se vê de seguida:

Energia e Eficiência Energética

Aumentar a utilização de fontes de energia renovável e promover a redução do consumo de energia através da otimização de equipamentos e processos, garantindo a produtividade e diminuindo emissões de GEE.

01

Eficiência de Recursos, Materiais e Processos

Otimizar a utilização de matérias-primas através da reutilização e reciclagem, e melhorar a gestão de recursos, minimizando desperdícios e emissões, promovendo uma produção mais sustentável.

02

Ecodesign, Inovação e Digitalização

Adoção de produtos e processos sustentáveis desde a conceção, aplicando novas tecnologias e materiais ecológicos para reduzir impactos, apoiando a transição para uma economia circular e descarbonizada. Digitalizar processos de forma a garantir maior controlo sobre o processo produtivo e uma gestão eficiente dos recursos.

03

Transportes e Logística

Otimizar meios e rotas de transporte de forma a reduzir o consumo de combustíveis, optando por combustíveis de baixo carbono e promovendo opções mais sustentáveis e logisticamente eficientes.

04

Captura de Carbono e Compensação

Tecnologias que capturam e armazenam CO₂, de forma natural ou tecnológica, bem como mecanismos de compensação através de projetos que reduzem e/ou evitam emissões e promovem a neutralidade carbónica.

05

Para cada setor contemplado serão tidas em conta medidas setoriais, adaptadas à realidade de cada uma das atividades industriais.

Trajetórias

Comparação das trajetórias de referência com as trajetórias de descarbonização do Setor de Fabricação de Outras Obras de Carpintaria para a Construção até 2050.

Comparação da trajetória de referência e de descarbonização pelas etapas de ciclo de vida do Setor de Fabricação de Outras Obras de Carpintaria para a Construção (emissões de GEE por tonelada de madeira).

Comparação da trajetória de referencia com as trajetorias de descarbonização do setor dos Produtos de Betão para a Construção até 2050.

Comparação do cenário de referência com os cenários de descarbonização e pelas etapas de ciclo de vida dos Produtos de Betão (emissões de GEE por tonelada de Produtos de Betão).

Comparação da trajetória de referência com as trajetórias de descarbonização do Betão Pronto até 2050.

Comparação das trajetórias de referência e de descarbonização pelas etapas de ciclo de vida do Betão Pronto (emissões de GEE por tonelada de Betão Pronto).

Comparação da trajetória de referência com as trajetórias de descarbonização das Argamassas.

Comparação da trajetória de referência e de descarbonização pelas etapas de ciclo de vida das Argamassas (emissões de GEE por tonelada de Argamassa).

Comparação das trajetórias de referência com a trajetória de descarbonização das Misturas Betuminosas.

Comparação da trajetória de referência e de descarbonização pelas etapas de ciclo de vida das Misturas Betuminosas (emissões de GEE por tonelada de Mistura Betuminosa).

Comparação da situação de referência (2025) e do cenário Neutralidade Carbónica (2050), para as etapas de ciclo de vida do Setor de Construção.

Comparação das trajetórias BAU e NC, para as etapas de ciclo de vida do Setor de Construção, ao longo do período em análise.

O ranking baseia-se na respostas dos peritos a cada uma das medidas, considerando um peso equitativo para cada um dos parâmetros avaliados.

Termómetros

Fabricação de Outras Obras de Carpintaria para a Construção
Eficiência de Recursos, Materiais e Processos
1. Uso exclusivo de madeiras certificadas (FSC, PEFC)
2. Privilegiar a utilização de derivados de madeira (aglomerados), ao invés de madeira virgem
3. Substituição de colas e acabamentos por produtos com solventes à base de água
4. Utilização de matérias-primas nacionais
5. Aproveitamento integral de sobras para reintegração no processo produtivo
Energia e Eficiência Energética
6. Substituição de combustíveis utilizados nas caldeiras
7. Utilizar tecnologias mais eficientes nos fornos de secagem (e.g. bombas de calor, permutadores…)
8. Instalação de painéis fotovoltaicos e/ou térmicos
Transportes e Logística
9. Otimização de cargas e transporte
Ecodesign, Inovação e Digitalização
10. Digitalização de processos de produção
11. Incremento da prefabricação e modularidade

O ranking baseia-se na respostas dos peritos a cada uma das medidas, considerando um peso equitativo para cada um dos parâmetros avaliados.

  • É expectável que até 2040 seja possível implementar as medidas de descarbonização avaliadas para o setor da Carpintaria.
  • As medidas 1, 6 e 9 apresentam o menor horizonte de implementação (até 2030)
  • Por outro lado, a medida 3 é aquela que demorará mais tempo a implementar;
  • Com a exceção do uso exclusivo de madeiras certificadas (medida 1), a implementação das restantes medidas poderá ver o retorno do investimento no prazo de 10 anos.

  • O investimento na implementação das medidas de descarbonização neste setor é Medio a Alto.

Os resultados apresentados refletem a média das respostas dos peritos, considerando a ponderação atribuída a cada resposta
Fabricação de Produtos de Betão
Eficiência de Recursos, Materiais e Processos
1. Incorporação de agregados reciclados
2. Integração de escórias de fundição ou cinzas volantes​
3. Utilização de cimentos com baixa incorporação de clínquer​
4. Otimização do mix de betão com a redução da utilização de ligantes hidráulicos​
5. Incremento da reciclagem do betão​
6. Substituição de combustíveis utilizados nas caldeiras
Energia e Eficiência Energética
7. Produção de energia elétrica e térmica a partir de fontes de energia renováveis​
8. Substituição de veículos a combustão fóssil por combustíveis de baixo carbono​
Transportes e Logística
9. Otimização de carga dos camiões-betoneira no transporte de betão​
Ecodesign, Inovação e Digitalização
10. Digitalização dos fluxos operacionais de produção​

O ranking baseia-se na respostas dos peritos a cada uma das medidas, considerando um peso equitativo para cada um dos parâmetros avaliados.

* Não foram avaliadas as medidas 3 e 6.

  • É expectável que até 2040 seja possível implementar a maioria das medidas de descarbonização avaliadas para o setor dos Produtos de Betão
  • As medidas 1 e 4 provocaram maior indefinição, possivelmente associadas ao facto de dependerem de fatores externos (p.e., alterações normativas ou desenvolvimentos tecnológicos).

* Não foi avaliado o período de retorno esperado para as medidas dos Produtos de Betão devido a problemas com a plataforma de avaliação.

  • As medidas avaliadas apresentam custos de investimento que variam entre Médio e Alto.
  • O custo de investimento na substituição de veículos a combustão assumiu-se como médio, uma vez que apresenta baixo custo para os transportes externos e alto para os transportes internos.
Os resultados apresentados refletem a média das respostas dos peritos, considerando a ponderação atribuída a cada resposta
Fabricação de Betão Pronto
Eficiência de Recursos, Materiais e Processos
1. Integração de material reciclado na produção
2. Adição de mais compostos minerais à produção​
3. Utilização de cimentos com baixa incorporação de clínquer​
4. Otimização do mix de betão com a redução da utilização de ligante hidráulico
Energia e Eficiência Energética
5. Melhoria da eficiência energética dos processos de produção
6. Produção de energia elétrica e térmica a partir de fontes de energia renováveis​
Transportes e Logística
7. Substituição de veículos a combustão fóssil por combustíveis de baixo carbono
9. Otimização de carga dos camiões-betoneira no transporte de betão​
Ecodesign, Inovação e Digitalização
10. Digitalização dos fluxos operacionais de produção​
Outras medidas sugeridas pelos peritos
Carbonatação do betão fresco (introdução CO2)

O ranking baseia-se na respostas dos peritos a cada uma das medidas, considerando um peso equitativo para cada um dos parâmetros avaliados.

* Não foi avaliada a medida 4.

  • É expectável que até 2040 seja possível implementar as medidas de descarbonização avaliadas para o setor do Betão Pronto.
  • As medidas 2, 5, 9 apresentam o menor horizonte de implementação (até 2030)
  • Por outro lado, a medida 6 é aquela que demorará mais tempo a implementar;

* Não foi avaliado o período de retorno esperado para as medidas dos Produtos de Betão devido a problemas com a plataforma de avaliação.

  • A maioria das medidas avaliadas apresenta um custo de investimento médio, e um período de retorno de aproximadamente 10 anos.
  • As respostas demonstraram indefinição no que toca à medida 6 – uso de aditivos para carbonatar agregados provenientes de RCD.
Os resultados apresentados refletem a média das respostas dos peritos, considerando a ponderação atribuída a cada resposta
Fabricação de Argamassas
Eficiência de Recursos, Materiais e Processos
1. Incorporação de agregados reciclados
2. Incorporação de materiais naturais e locais
3. Utilização de materiais com menor conteúdo energético e/ou carbónico
4. Expedição de produto a granel
Energia e Eficiência Energética
5. Incremento do desempenho térmico das argamassas
6. Implementação de sistemas de produção para autoconsumo​
7. Aquisição de eletricidade com garantias de origem
Ecodesign, Inovação e Digitalização
8. Incremento da durabilidade e lavagem das argamassas
9. Utilização de materiais com granulometria e porosidade melhoradas​

O ranking baseia-se na respostas dos peritos a cada uma das medidas, considerando um peso equitativo para cada um dos parâmetros avaliados.

  • É expectável que até 2040 seja possível implementar as medidas de descarbonização avaliadas para o setor do Betão Pronto.
  • As medidas 2 e 3 provocaram maior indefinição, possivelmente associadas ao facto de dependerem de fatores externos (p.e., localização ou desenvolvimentos tecnológicos)
  • A maioria das medidas avaliadas apresenta um custo de investimento médio, e um período de retorno de aproximadamente 10 anos.
Os resultados apresentados refletem a média das respostas dos peritos, considerando a ponderação atribuída a cada resposta
Fabricação de Misturas Betuminosas
Eficiência de Recursos, Materiais e Processos
1. Reciclagem e utilização de material reciclado
Energia e Eficiência Energética
2. Redução do consumo de combustível através da diminuição da temperatura de produção​​
3. Utilização de equipamentos elétricos ou movidos a combustíveis de baixo carbono​
4. Utilização de energias renováveis para o aquecimento da central
5. Melhoria da eficiência energética dos processos de produção
6. Asfalto reflexivo para a redução do efeito ilha de calor​
Transportes e Logística
7. Adequação da resistência ao rolamento para a redução do consumo de combustível dos veículos
Ecodesign, Inovação e Digitalização
8. Sensorização para o aumento de longevidade​
10. Digitalização dos fluxos operacionais de produção​
Outras medidas sugeridas pelos peritos
Reduzir espessuras
Aumento da durabilidade
Definição de Declaração Ambiental do Produto setorial
Definição de desempenho da mistura

O ranking baseia-se na respostas dos peritos a cada uma das medidas, considerando um peso equitativo para cada um dos parâmetros avaliados.

  • As medidas de descarbonização avaliadas para o setor das Misturas Betuminosas apresentam horizontes de implementação de médio-longo prazo;
  • Apenas a redução do consumo de combustível associada à diminuição da temperatura do processo (2) é vista como uma medida implementável a curto prazo.
  • A maioria das medidas avaliadas apresenta um custo de investimento médio-alto, e um período de retorno entre 10 a 30 anos;
  • Não se prevê retorno através da implementação da medida 7, uma vez que tem aplicações a jusante do processo produtivo.
Os resultados apresentados refletem a média das respostas dos peritos, considerando a ponderação atribuída a cada resposta
Setor da Construção
Eficiência de Recursos, Materiais e Processos
1. Privilegiar a utilização de matérias-primas de baixo carbono incorporado
2. Reutilização de materiais e elementos de construção (ex. reutilização de um pilar num edifício reabilitado)​​
3. Reaproveitamento de resíduos gerados em obra​​
Energia e Eficiência Energética
4. Substituição de combustíveis fósseis por renováveis (maquinaria) ​
5. Utilização de novos equipamentos mais eficientes em obra e/ou elétricos/H2​
6. Produção de energia elétrica e térmica a partir de fontes de energia renováveis​
7. Aumentar a eficiência energética em obra
Transportes e Logística
9. Otimização de cargas e rotas de transporte (pesados e ligeiros)​
8. Substituição de combustíveis na frota (pesados e ligeiros)​
Ecodesign, Inovação e Digitalização
10. Digitalização dos fluxos operacionais de produção​
11. Incremento da prefabricação e modularidade
12. Construção com materiais inovadores de baixo carbono ​

O ranking baseia-se na respostas dos peritos a cada uma das medidas, considerando um peso equitativo para cada um dos parâmetros avaliados.

  • É expectável que até 2040 seja possível implementar as medidas de descarbonização avaliadas para o setor da Construção.
  • Grande parte das medidas avaliadas para o Setor da Construção apresentam um custo de investimento Médio a Alto, apesar de se identificarem períodos de retorno entre os 10 e 20 anos.
  • As medidas relacionadas com a eficiência energética e transportes e logística são as que apresentam menor custo de investimento.
Os resultados apresentados refletem a média das respostas dos peritos, considerando a ponderação atribuída a cada resposta